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Poemas.
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By Lobodomar · May 13, 2011 · 0 Comments ·

Chão de Jasmins

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By Lobodomar · November 7, 2008 · 0 Comments ·


Foto:Tuli Nishimura

CHÃO DE JASMINS
(Rita Costa)

Nem bem o calor do sol
pudera secar totalmente
o sereno da madrugada,
um farfalhar de piaçava
anunciava
que havia alguém
espalhando os perfumes
da calçada,
varrendo as poesias
jazidas da noite.
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Soneto das Ruas - I

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By Lobodomar · November 6, 2008 · 0 Comments ·

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SONETO DAS RUAS – I
(André L. Soares)
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Eu vendo doces, o dia todo, no sinal;
trabalho duro, defendendo o ganha-pão.
É o que me cabe, já que nem sou cidadão...
– Só busco um troco pra tentar não passar mal.
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Têm uns esnobes,... muita grana e coisa e tal,
então me humilham, viram rosto, dizem: – Não!...
num gesto brusco, como quem afasta um cão,
porque sou pobre, já me vêem marginal.
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Por isso, agora, vou assumir o que já sou:
um vagabundo, destemido, bicho solto...
que nunca corre nem dos ‘home’, nem da morte,
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metendo o berro, faço as vezes do mais forte,
forçando a barra atrás do meu lugar ao sol,...
pra ver se fujo para sempre desse esgoto!
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Leia também:
Alma de Poesia/Gritos Verticais/Natureza Poética/O Poema de Cada Dia/Poética Herética/Raiz de Cem/Sons de Sonetos


Canto Solo

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By Lobodomar · November 5, 2008 · 0 Comments ·

(Vendedor de chapéus - Eugênio de Proença Sigaud)
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CANTO SOLO
(André L. Soares)
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Ando cansado
de ser o único:
…eu, meu mais fraco,
meu mais novo;…
…eu, meu mais forte,
meu mais velho
[vendo o mundo pelo espelho];…
a buscar, somente em mim
cada conselho;
sem a quem correr
para um consolo;
perdido e desafinado
nesses vôos e cantos solos.
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Estou cansado
e, de novo,
quero um colo
pra sonhar.
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Leia também:

À Mulher - III

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By Lobodomar · October 7, 2008 · 0 Comments ·

(Tenis - Sarah Bishop)
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À MULHER – III
(André L. Soares)
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Como é viver para ser única e ser tudo,...
no próprio corpo ter-se a santa na devassa,
a que liberta e ao mesmo tempo faz-se escrava,
cara e coragem, sobreposta ao plano injusto?
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Por que ser forte, suportando a dor do mundo,...
fingir-se frágil porque querem os patriarcas,
reconhecida na beleza e pela graça,...
dóceis limites de um contexto de absurdos?
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Pra que conter-se, se está claro que é melhor
essa tua forma de buscar o bem no amor,
sem esperar que venha alguém agradecer?
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Então me escuta: faça a ti mesma um favor,...
lembra que o esforço de tua luta tem valor
pois nessa vida nada é maior que uma mulher.
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Leia também:
Alma de Poesia/Gritos Verticais/Natureza Poética/O Poema de Cada Dia/Poética Herética/Raiz de Cem/Sons de Sonetos


Ideologia Nua

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By Lobodomar · October 6, 2008 · 0 Comments ·

(Justice - Pierre Subleyras)
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IDEOLOGIA NUA
(André L. Soares)
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Inda ontem era tua voz que se ouvia,
destilando frases fortes, sobre a terra...
e os humildes em tuas vestes se agarravam,
ostentando com bravura tuas bandeiras,
lutando de mãos limpas, contras as armas,
organizados para vencer a tirania,...
gritando cânticos nascidos da alma,
irmanados no humanismo das idéias,...
até o instante em que os abandonaste:
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nesse ato de despir-te frente ao mundo,
unindo ao opressor, tua pele então vazia,
ao trair o povo, que hoje segue à revelia.
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Leia também:
Alma de Poesia/Gritos Verticais/Natureza Poética/O Poema de Cada Dia/Poética Herética/Raiz de Cem/Sons de Sonetos


Sublime

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By Lobodomar · September 30, 2008 · 0 Comments ·


Foto:Kedralynn

SUBLIME
Rita Costa)

Mais-que-perfeita,
tua frase em mim
faz-se explícita
e a recíproca verdadeira
cala em meu peito toda dor.

Mas guardo no silêncio
as palavras que, de súbito,
tornam-se infinitas
para que esperem nosso tempo,...
cada uma, a sua vez
de verterem permissivas
da minha alma,
por minhas veias, meus poros
e em minha boca,...
unindo-se ao teu nome,
que tantas vezes sussurrei.
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Soneto da Culpa em Pedro

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By Lobodomar · September 11, 2008 · 0 Comments ·

(Ecce Homo - Antonio Ciseri)
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SONETO DA CULPA EM PEDRO
(André L. Soares)
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Tentei dizer,... mostrar o quanto é bom
seguir Teus passos no sagrado chão,
gozar a vida sem sentir-me vão,...
pois vi no amor o mais divino dom.
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Movi meus lábios, surpreendi-me com,...
ao pensar ‘– Sim’, da língua ter o ‘– Não’!
Neguei três vezes, tal previsto e então...
aconteceu de o galo dar o tom.
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Naquele instante, em que falhara a fé,
quando fingi desconhecer quem És
e repeti que nem fora um dos Teus,...
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vencera o medo, ao induzir minha voz
a rir de Ti, por vir morrer por nós,...
e feito assim, tornei-me algoz de Deus!
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Olhos Felizes

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By Lobodomar · September 11, 2008 · 0 Comments ·

(Primavera - Jose Royo)
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OLHOS FELIZES
(André L. Soares)
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Aventureiro...
o meu beijo é Marco Pólo
em busca de tuas Ilhas Virgens,
percorrendo,... absorto,...
pêlos e poros desse corpo,
até que sintas vertigens,...
enquanto minhas retinas
– hábeis atrizes –
fingem não ver, em teu rosto,
o brilho (in)comum aos olhos...
quando felizes.
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Favorite:

IndigNAÇÃO

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By Lobodomar · August 19, 2008 · 0 Comments ·

(Operários - Tarsila do Amaral)

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IndigNAÇÃO
(Luciano Dionísio)
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Ouviram, dos teus filhos o gemido,
às sombras dos porões, ó, mãe inglória;
os ferros de suplício; a rogatória;
a infâmia; a gargalhada; o alarido.
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Deitado eternamente na memória
de um povo torturado e perseguido,
fulgura o episódio descabido
que mancha de vergonha a tua história.
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E hoje, sob o sol da liberdade,
induze-nos, calcados, sem vontade,
ao pejo de servir outro tirano.
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Por que, se já colhemos nossos pomos,
madrasta não gentil, ainda somos
fantoches do capricho americano?
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Para ler mais desse autor, visite:
Só às Aves e aos Poetas é Dado o Poder de Voar!.
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