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À MULHER – III
(André L. Soares)
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Como é viver para ser única e ser tudo,...
no próprio corpo ter-se a santa na devassa,
a que liberta e ao mesmo tempo faz-se escrava,
cara e coragem, sobreposta ao plano injusto?
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Por que ser forte, suportando a dor do mundo,...
fingir-se frágil porque querem os patriarcas,
reconhecida na beleza e pela graça,...
dóceis limites de um contexto de absurdos?
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Pra que conter-se, se está claro que é melhor
essa tua forma de buscar o bem no amor,
sem esperar que venha alguém agradecer?
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Então me escuta: faça a ti mesma um favor,...
lembra que o esforço de tua luta tem valor
pois nessa vida nada é maior que uma mulher.
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Muito bonito ! Gostei do blog e mais ainda da bela homenagem sentida e escrita no soneto acima!Vou linkar você em meu blog, quando tiver um tempo, apareça!http://lokytrp.blogspot.comAbraçosCrazyAngel