Poemas.

Utopias e Ventos

By Lobodomar · April 19, 2008 · 9 Comments · 1 Views

(Wind - Steven N. Meyers)
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UTOPIAS E VENTOS
(André L. Soares – 01.06.07 – Guarapari/ES)
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Desde sempre é este mistério
no escapulário, no cavalo,
no cemitério, no cardume,
no cardápio,
na oração!
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E o que fazer diante do tempo
e da ordem dos templários,
na escuridão dos monastérios
ou na espada dos assírios
sabendo que hoje, nossos filhos
– espalhados pelo mundo –,
ainda trilham mil calvários
atrás dessa liberdade,...
sempre um 'por vir'?
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Então,...
vou explodir o fevereiro,

fazer um novo manifesto,
sendo o meu próprio Querubim...
– burguês de origem operária,
razão no fio da navalha –
reinventando a velha história,
agora me levando a sério;...
e no vermelho-climatério
abrir porões, quebrar os elos,
destituir os donatários,...
por esse ‘Dezoito de Brumário’
escrito dentro de mim.
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Linear

By Lobodomar · April 5, 2008 · 5 Comments · 3 Views


Foto: Guilherme Sanches

LINEAR
(Rita Costa)

Quando anoitece,...
o aroma e o som de risos
me são trazidos pela noite.
As vidraças não limitam
e as palavras prosseguem...
com o romantismo das praças
a lua segreda as tardes.

Quando amanhece,...
a distância é só uma nuvem
em um céu de quatro cantos,
onde espero o instante
de o sol arder sobre o mar,
enquanto inquietantes versos
repousam em papel de seda...
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Aos Trancos e Barrancos

By Lobodomar · March 27, 2008 · 5 Comments · 2 Views

(Madame De Pompadour - François Boucher)
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AOS TRANCOS E BARRANCOS
(Eloah Borda)
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Meu coração é um louco, inconseqüente,
não tem noção de tempo nem de idade,
– se apaixona com tal intensidade,
como se fora ainda adolescente!
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Minha razão, coitada, certamente,
de tudo faz pra impor sua vontade.
Que vão intento – controlar quem há de,
as emoções de um coração ardente?!
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Se a razão diz: – Já tens cabelos brancos!
Já o coração me grita, a cada pulso:
– A natureza para amar me fez!
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E assim eu vou, aos trancos e barrancos,
a debater-me entre o bom senso insulso,
e a deliciosa e louca insensatez...
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Para ler mais poemas de Eloah Borda, visite:
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=5534844

Inópia

By Lobodomar · March 27, 2008 · 17 Comments · 4 Views

(Mon Shon - Marianne Millar)
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INÓPIA
(André L. Soares)
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Nesse tempo,
em que a barbárie é bomba,
qualquer sobra de virtude
é sombra...
da gigantesca indiferença
a espalhar-se sob o sol.
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Nesses dias,
em que ninguém se encontra,
toda amostra de amor
assombra
a nós,...
cada vez mais acostumados
a passar a vida sós.
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Sustenido

By Lobodomar · March 11, 2008 · 11 Comments · 2 Views

(The Old Guitarist - Pablo Picasso)
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SUSTENIDO
(André L. Soares – 08.02.06 – BsB/DF)
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Ver ao RElento
O sero
FAminto
Ao SOL
Em seu LAmento
Por SI, sozinho…
É mesmo de dar .
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Primeiro e Último Soneto

By Lobodomar · March 10, 2008 · 4 Comments · 2 Views

(Liberty Leading the People - Eugene Delacroix)
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PRIMEIRO E ÚLTIMO SONETO

(Pablo Ramos)

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Criva a bala e logo o peito chora
o corpo clama o solo em tombo atroz
melhor sono que noção da hora
na escuridão que já consome a voz.

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O erro vão em que já não tropeço
é a esperança de salvar-me a vida
aquele irmão que se diz réu-confesso
por ter-me feito esta mortal ferida.

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Sem desonrar ou cumprir compromisso
me entrego à relva, há muito inexistente
pois já não tenho nada com isso

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desertando a condição de gente
despejado às garras do sumiço
torna ao mar a água desta enchente.

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Para ler mais Pablo Ramos: http://www.pabloramos.com.br/blogico.asp

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Contra o Plágio na Blogosfera

By Lobodomar · February 28, 2008 · 8 Comments · 0 Views

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CONTRA O PLÁGIO NA BLOGOSFERA
(André L. Soares – 19.02.2008 – Guarapari/ES)
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Quando se fala em plágio, muitos pensam que tudo se resolve apenas sendo feita a devida referência ao nome do autor, ou ao local de onde a informação foi retirada. Mas não é verdade. Existem variações dos limites de uso, definidos por lei. Então, é preciso que se observem, também, outros aspectos, inerentes à vontade de cada autor e, ainda mais, no que tange ao objetivo do blog em que o texto será postado.
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Cada autor usa a permissão que deseja. A mais comum é aquela representada pela ‘Licença Creative Commons 2.5’, que permite que o texto seja postado livremente, desde que: a) seja feita a devida referência ao nome do autor; b) não sofra quaisquer modificações; e, c) não seja utilizado para fins lucrativos.
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E é justamente a alínea ‘c’ que merece atenção especial, já que, na blogosfera brasileira não é difícil verificar a violação dessa norma.
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Para estar em pleno acordo com a Lei Federal 9.610/98, quem possui um blog com fins lucrativos deverá ter autorização do autor, por escrito, para então fazer uso do que ele tenha produzido, seja texto, imagem, ou outro elemento qualquer.
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No entanto, inúmeros blogs brasileiros expõem textos, imagens e material para download, tudo produzido por outras pessoas físicas ou jurídicas que não lhes deram a autorização para uso. Um exemplo, seria dizer que alguém pegou, sem autorização, o táxi do vizinho para dar uma volta, usando o veículo também em sua função comercial, como táxi. Ou seja, são duas violações: o uso indevido do veículo; e o ganho de dinheiro por meio ilícito.
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Vale destacar que não importa se o plagiador é alguém que ganha 5 mil reais mensais com o blog, ou alguém que ganha 300 reais anuais com o blog. A lei não limita quantias. O que se está discutindo – e o que a lei normatiza – é o uso e a ética desse uso, cabendo lembrar que qualquer montante ganho fará do site um ‘objeto de fins lucrativos’.
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Sendo assim, se você é desse grupo sonhador que almeja ganhar dinheiro com blog? Tudo bem. Muitos querem e isso é um direito de todos. No entanto, existem regras: produza os próprios conteúdos, ou busque as autorizações pertinentes quando sentir necessidade de fazer uso de materiais produzidos por terceiros.
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Provavelmente, ninguém irá mover processos judiciais para cobrar os centavos que a maioria dos plagiadores arrecada, por meio de sites cujo item mais impressionante é, quase sempre, a pobreza de espírito de seus donos.
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Porém, não se engane. Todo aquele que venha a obter maior repercussão, com blogs que ferem os direitos autorais, não tardarão a sofrer prejuízos.
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Recentemente, a Rede Globo fez uso de um texto da escritora amadora Letícia Thompson, no programa ‘Mais Você’, sem fazer qualquer referência ao nome da autora e sem autorização por escrito. Contestada pela autora, a emissora, certa da derrota (e provavelmente temendo a descoberta de outras irregularidades inerentes aos direitos autorais), sequer permitiu a abertura do processo, aceitando as condições do acordo proposto pela advogada da reclamante, que incluíam indenização em dinheiro e retratação ‘no ar’, em que a Globo se desculpou pelo uso indevido, bem como tornou pública a autoria dos textos.
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Isso bem mostra que, embora ainda em ritmo lento, a lei dos direitos autorais começa a se fazer valer no Brasil. E, considerando-se o exemplo acima, não é difícil entender que os proprietários de blogs que hoje infringem gravemente a Lei Federal n. 9.610/98, logo estarão sofrendo as conseqüências legais de seus atos.
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Principalmente se nós, usuários lícitos da blogosfera, nos unirmos, cada vez mais, por meio de ações ordenadas contra o plágio.
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Também escrevi contra o plágio em:
Pó(ética) HeréticaSons de SonetosRaiz de CemGritos VerticaisO Poema de Cada Dia.


BlogBlogs


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Contra o Plágio na Blogofera

By Lobodomar · February 21, 2008 · 6 Comments · 4 Views

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CONTRA O PLÁGIO NA BLOGOSFERA
(André L. Soares – 21.02.2008 – Guarapari/ES)
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Em virtude de meu envolvimento com a literatura amadora, em que constatei inúmeros plágios, de textos meus e de outros, acredito poder contribuir de forma positiva ao debate. A experiência tem mostrado que, em geral, quando o plágio é descoberto, assim que vão surgindo as provas, o plagiador vai também ‘sumindo’ da web, apagando perfis de Orkut, postagens e blogs onde se possa comprovar o crime.
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No entanto, algumas vezes, não muitas, o plagiador é mais ousado: ‘bate o pé’ e tenta, de todo modo, afirma-se como autor. E isso não vale só para escritores desconhecidos. Acreditem, já houve quem tentou convencer que era autor de um poema que, na íntegra, era idêntico a um outro texto de ninguém menos que J. G. de Araújo Jorge, um dos maiores poetas brasileiros do século XX.
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Tratava-se de um poema com, aproximadamente, vinte versos, contendo, ao todo, cerca de duzentas palavras. Ainda assim, o plagiador – uma mulher – insistia que desconhecia o texto original e que o fato de haver outro exatamente igual era mera coincidência. Porém, do ponto de vista lógico, isso é humanamente impossível.
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Ao se escrever um texto muita coisa está em jogo. Isso porque o conhecimento humano se forma a partir de duas fontes básicas: a) a educação formal, advinda das instituições como escola e igreja, por exemplo – onde se aprende a escrever, contar e entender conceitos elementares inerentes às ciências e à filosofia; e, b) educação empírica, por meio da qual são absorvidas informações gerais, na informalidade cotidiana, sem que se perceba.
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Daí que, para muitos, é possível lembrar o dia exato em que aprendeu que a fórmula da água é H2O (educação formal). No entanto, não creio que alguém se lembre quando aprendeu, por exemplo, o que é chão, o que é parede, ou o significado das palavras ‘não’ e ‘beleza’. Porque isso se aprende pela vivência.
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É essa combinação de saber formal e saber empírico que torna impossível que duas pessoas escrevam o mesmo texto.
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Ao longo da vida, duas pessoas até podem receber a mesma dose de educação formal. Mas cada uma absorverá de modo diferente. Por exemplo, uma se destacará em cálculos; outra, em história; e, mesmo que ambas sejam boas em português, uma sentirá mais facilidade para entender certos aspectos da gramática que a outra. Ou seja, sempre haverá diferenças no aprendizado.
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No que tange ao saber empírico, as diferenças são ainda maiores. O saber empírico constrói as noções subjetivas. Assim, se duas pessoas que têm a mesma formação acadêmica lêem, por exemplo, ‘O Capital’ (Karl Marx), as interpretações da obra variarão de acordo com outras leituras que cada um tenha feito acerca de política, direito, filosofia, bem como em função do que disseram seus pais acerca do socialismo e guerra-fria; dos lugares visitados ao longo da vida, ou ainda, por força da religião, entre outros inúmeros fatores.
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Desse modo distinto que cada pessoa tem de entender o mundo, surge a forma única de cada ser humano se expressar.
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No caso da elaboração de textos, tudo isso tem importância e, ainda mais, o domínio que cada um tenha da linguagem culta, das gírias, da capacidade individual de estruturar metáforas e jogar com as palavras, do conhecimento sobre estruturas e estilos de redação.
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Além isso, ainda há o fator motivador, comumente chamado de inspiração, que nasce, de um lado, por decorrência do conhecimento acumulado (educação formal somada à vivência pessoal) e, de outro, por força de eventos e sentimentos momentâneos imprevisíveis, tais como o amor e o ódio.
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A título ilustrativo, vale lembrar o caso do cantor e poeta Renato Teixeira. Em entrevista ao Programa do Jô, ele afirmou que, quando estava compondo ‘Romaria’, uma de suas canções mais famosas, imortalizada na voz de Elis Regina, sentiu preguiça em determinado momento e decidiu acabar a canção de qualquer jeito. Daí o último verso, que diz: ‘seu olhar, seu olhar, seu olhar...’.
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Então, para que alguém também pudesse compor aquela mesma canção do Renato Teixeira, seria preciso, no mínimo, ter a mesma vivência no meio rural brasileiro, com forte influência do catolicismo tradicional, conhecer a cultura das festas cristãs, possuir basicamente o mesmo conjunto vocabulário, e, ainda por cima, ao escrever o poema, exatamente na hora de compor o verso final, sentir a mesma preguiça que se abateu sobre esse autor, escolhendo também o ‘olhar’ como referência última referência metafórica, ao invés de outro verbo qualquer da primeira terminação (‘ar’).
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Diante disso, será mesmo possível que duas pessoas já tenham escrito dois textos exatamente iguais? Eu não creio.
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Também escrevi sobre plágio em:
Pó(ética) HeréticaRaiz de CemGritos VerticaisNatureza PoéticaO Poema de Cada Dia.

Contra o Plágio na Blogosfera

By Lobodomar · February 19, 2008 · 17 Comments · 3 Views

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CONTRA O PLÁGIO NA BLOGOSFERA
(André L. Soares – 19.02.2008 – Guarapari/ES)
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Quando se fala em plágio – crime que cresce de modo assustador na blogosfera brasileira –, eu custo a crer que haja mesmo alguém capaz de cometer tamanha insanidade. Explico: basicamente, todo criminoso tenta, ao máximo, desvincular sua pessoa do ato ilícito.
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Assassinos profissionais usam silenciadores, luvas, máscaras, agem à noite e, em geral, tentam se livrar da arma do crime. Ladrões também escondem o rosto, disfarçam-se, fazem uso de apelidos provisórios e gírias, escondem o produto do roubo por algum tempo, depois fogem para longe.
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Mafiosos – tipos mais requintados de criminosos – constroem ‘capas’ de dignidade por meio de seus negócios lícitos; bem como utilizam documentos falsos e, ainda, contratam ‘laranjas’; tudo para tornar mais difícil relacioná-los às atividades escusas.
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Nos morros cariocas, mesmo os traficantes se protegem com máscaras, entocam-se em favelas de difícil acesso e, quando a coisa aperta mesmo, fogem para outro Estado.
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E assim por diante,... todos os criminosos procuram, de todas as formas possíveis, não deixar vestígios da violação da lei.
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Só o plagiador não.
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O plagiador é o mais imbecil dos criminosos, pois é o único que, em um misto de vaidade e ignorância, acrescenta – orgulhoso – seu nome ao ‘bem’ indevidamente apropriado. Enquanto todos querem distância da prova do crime, o plagiador, em atitude mais-que-doentia, une-se nominalmente à ‘res furtiva’.
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Isso talvez explique a razão primeira do plágio: o plagiador é dotado de estupidez, mediocridade e pobreza de espírito tão inimagináveis, que, de fato, jamais poderia produzir um texto de próprio punho e, também, não teria sensibilidade alguma para 'clicar' ao menos uma fotografia original.
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Contudo, se não tem capacidade e sensibilidade para ser original, que vá, então, fazer qualquer outra coisa, contanto que deixe a blogosfera livre para quem possui coragem de se expor à críticas (nem sempre favoráveis), ética para respeitar o trabalho alheio e, obviamente, algum resquício mínimo de talento.
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O fato é que nós não podemos mais aceitar o plágio! Basta!
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Também escrevi contra o plágio em:
Sons de SonetosRaiz de CemGritos VerticaisNatureza PoéticaO Poema de Cada Dia.

À Alegria

By Lobodomar · February 8, 2008 · 4 Comments · 1 Views

(Columbine - Isaac Maimon)
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À ALEGRIA
(Guilherme Belmont)
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Um tempero para dar gosto à alegria,
sem desespero que ela, não tarda, já vem.
Então chega tão bela quanto antes dizia;
é o Éden, o Inferno, um prazer do Além.
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Eu busco em seu cheiro, quais mistérios contém.
E seu incenso, se torcendo de agonia,
mil outros enigmas esconde também,
igual a uma esfinge que nos desafia.
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“Decifra-me! Ou te mato!” ela me diz,
porém seus pensamentos, prenhes de loucura,
vertem vinho como um sangrar de mil rubis.
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Este sangue tem um feitiço sacro-santo,
como daquelas garrafas cuja água pura,
jorrou, derramou e terminou sem espanto.
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Leia mais
Guilherme Belmont em: Recanto das Letras

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